Tudo que resiste, persiste

“A vida é maravilhosa se não se tem medo dela”

(Charles Chaplin)

Neste artigo vou ensinar uma técnica que aprendi na formação em Constelações Familiares.

Antes de dormir, imagine seu maior medo personalizado, personificado ou simbolizado na sua cabeceira ou ao lado da cama quando for dormir e, antes de fechar os olhos, deseje-lhe boa noite, bons sonhos, dê uma piscadinha e vá dormir. Ao acordar, deseje “bom dia” ao seu maior medo e agradeça pelo que ele (seu maior medo) vai te ensinar ou proteger neste dia que está começando.

Por mais contra-intuitivo que seja, a ideia aqui é tratar bem seu medo, afinal, ele te protege de alguma coisa. Você sabe do quê? Em Programação Neurolinguística (PNL) usamos o termo “intenção positiva”, que é uma ressignificação, uma busca pelo benefício que aquilo que aparentemente te prejudica, te proporciona. O medo costuma gerar um benefício de proteção. É um escudo, um isolante, uma bolha… As questões são: (1) o medo te protege de quê especificamente e (2) qual é a melhor estratégia para você se proteger agora (um adulto), com mais recursos. Até a gagueira é uma espécie de proteção, seja para evitar ter que falar em público (um dos maiores medos das pessoas) ou até para chamar a atenção da mãe quando se é criança e se proteger de um isolamento ou desatenção dos pais.

Voltando para o exercício da Constelação…

Originalmente Bert Hellinger fazia este exercício com morte ou uma doença grave. Reconhecer a presença da morte ou da doença fatal traz uma nova perspectiva à vida. Afinal, para Hellinger, o problema está no oculto, no excluído. Quando a questão é revelada ela perde poder, se enfraquece. Eu adaptei o exercício porque eu fico me perguntando se o maior medo não seja o câncer do seu sucesso profissional.

“As pessoas estão menos interessadas naquilo que você revela do que naquilo que você esconde”

(Nassim Taleb)

Lembrei de outro exercício sobre como lidar com medo e emoções negativas que é o uso dos 3As (Atentar, Aceitar, Apreciar). O primeiro “A” se refere a ter atenção sobre este medo, estar consciente e presente para ele. Em vez de ignorá-lo, identifica-lo e estar atento e consciente dele. O segundo “A” refere a Aceitar, afinal, como diz o título do artigo: tudo que resiste, persiste. Na prática, é um reforço negativo para sua mente porque, como a mente não processa a palavra “não”, cada vez que você nega algo, o efeito é exatamente aquilo que você tentava evitar. Quer um exemplo? Não pense na maçã amarela. Provavelmente você pensou numa maça amarela e depois mudou de cor ou de fruta. Isso acontece porque a sua mente deve buscar referência daquilo que você deseja negar, logo, o simples fato de buscar essa referência, já reforçou o caminho neural (sinapse) desta memória. O terceiro “A” é o de Apreciar ou Agradecer. Este medo ou esta emoção negativa quer te passar uma mensagem. O conteúdo é bom, a forma como ela é comunicada é que gera o desconforto.

A maioria das pessoas alimenta suas obsessões tentando se livrar delas. Por isso conjugue os verbos:  atentar (reconhecer), aceitar e abraçar com o seu maior medo. É a sequência para ele enfraquecer e parar de te incomodar.

Perceba que esta é uma aplicação semântica e prática da Terceira Lei de Newton: toda ação gera uma reação de mesma intensidade e sentido contrário. Se você empurra o medo, ele reage de volta. É física! Faça como nas artes marciais e use a força do adversário contra ele mesmo.  Judô em japonês significa “caminho suave”. Faça um golpe de judô no seu medo e use a força dele contra ele mesmo.

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“Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, pelo simples medo de arriscar”

(William Shakespeare)

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