Transformando Pessimismo em Otimismo

Olá, tudo bem? Prepare-se para aprender a técnica dos 3Ps para transformar pessimismo em otimismo.

“Assumir o controle do que o faz sentir bem é uma importante parte da determinação e comprometimento”.

Richard BandlerEsta frase é de Richard Bandler, co-criador da PNL. Ele diz que é necessário criar bons sentimentos, girar esta sensação pelo corpo e aplicar na atividade. Obviamente, otimismo é uma emoção positiva que o coloca em movimento (E-motion, trocadilho do inglês: energia em movimento).

A larga maioria das pessoas trabalha com sistemas representacionais de preferência visual (imagem) e auditiva (som). Bandler desperta a atenção para exercitarmos com mais freqüência o cinestésico (o que sentimos), explorando também o olfativo e gustativo. Como seria o sabor da vitória para você? Qual seria o cheiro que desperta seu desejo?

Gary Mack, no livro “Mind Gym”, apresentou os 3 Ps para transformar o pessimismo em otimismo:

Permanência: os otimistas acreditam que quando passam por uma experiência ruim, elas são temporárias, não permanentes.

pessimismo-otimismoOs grandes campeões sabem que a má fase é passageira, que o padrão de comportamento e performance deles segue a excelência. Os perdedores agem ao contrário: acham que vivem numa eterna maré de azar, que o mundo conspira contra eles e, caso ocorra algo de bom para eles, nem sequer comemoram porque atribuem o sucesso efêmero a um golpe de sorte.

Ouvi uma vez de uma colega judoca, em 1990, que “todo campeão uma vez foi azarão”. Gustavo Kuerten foi um azarão quando conquistou Roland Garros em 1997. Depois, chegou como favorito ao Grand Slam do piso de saibro. Ninguém conhecia o judoca Tiago Camillo quando, aos 18 anos, foi prata nos Jogos Olímpicos de Sydney (2000). Depois, quando foi campeão mundial em 2007 e bronze nos Jogos de Pequim (2008) ela já pisava no tatame com o respeito dos adversários.

Permeabilidade: pessimistas deixam que uma experiência ruim, numa determinada área, contamine toda a sua vida. Otimistas colocam o problema numa “caixa” adequada, numa perspectiva limitada.

pessimismo-otimismoMuitas pessoas com a mentalidade perdedora (de loser) têm saúde, família que as ama, um bom emprego e acham que a dificuldade com um colega de trabalho contamina todo o cenário, ao dizer para si mesmo: “minha vida está uma droga”. Pessoas com a mentalidade de campeões sabem especificamente onde estão os problemas a serem resolvidos.

Eles não somente desfrutam das áreas positivas em sua vida, eles se inspiram e se abastecem delas para superarem seus problemas específicos. Por isso o esporte é tão contagiante porque não se trata de vencer ou perder. A competição esportiva é um teste de coragem com histórias de superação. Imagine uma árvore de natal linda, com centenas de luzes e enfeites.

Os campeões vão desfrutar da beleza e da energia do momento. Os perdedores vão reclamar das poucas luzes apagadas e enfeites quebrados pelo vento. Deixam que pequenas partes comprometam o todo.

Personalização: otimistas internalizam vitórias e externalizam derrotas, por exemplo, enquanto otimistas pensam “eles tiveram sorte hoje e amanhã venceremos”, os pessimistas fazem o contrário e pensam “nós tivemos sorte para vencer hoje”, “é minha culpa que perdemos”.

pessimismo-otimismoÉ importante buscar responsabilidade por suas ações em vez de apontar o dedo e atribuir culpa ou vitórias aos outros (ou à sorte). Entretanto, você deve saber qual é a sua parcela de responsabilidade no contexto geral, ou seja, o que é que você realmente tem controle? Se você não tem o controle direto pelo resultado, qual parte você pode controlar? Como você pode contribuir para o resultado final do processo? O que você pode fazer mais e o que você pode deixar de fazer?

Tem uma história que ilustra bem essa questão de controle e o que você pode fazer para contribuir com um resultado que não depende diretamente de você e os 3Ps.

Um funcionário, com seis anos de empresa, entrou na sala do chefe cobrando explicações por uma frustrada promoção que não aconteceu:

– Como o senhor promove o Joãozinho, que nem completou um ano de empresa? Isso é um desrespeito com os funcionários seniores como eu… – esbravejava o funcionário Hardy.

O chefe o interrompeu com sutileza:

– Me desculpe, está perto da hora do almoço e eu quero comprar a sobremesa para a equipe. Você pode ir lá na feira e ver quanto custa o quilo da melancia?

Hardy reclamou mais uma vez, disse que não era a função dele e, após mais um pedido do chefe, ele foi. Voltou com a resposta solicitada:

– o quilo da melancia custa R$ 4,50 – respondeu Hardy.

O chefe agradeceu e pediu que ele se sentasse. Então pediu para a secretária chamar o Joãozinho, sob os olhos arregalados de Hardy, afinal, a conversa com o chefe foi exatamente para reclamar que Joãozinho não merecia ter sido promovido. Quando Joãozinho chegou, o chefe fez o mesmo pedido:

– João, está perto da hora do almoço e eu quero comprar a sobremesa para a equipe. Você pode ir lá na feira e ver quanto custa o quilo da melancia?

Joãozinho foi sem reclamar e voltou em pouco tempo:

– Chefe, o quilo da melancia custa R$ 4,50. Negociei com o feirante que, haja vista o volume de funcionários da nossa empresa, consegui um desconto para R$ 3,50 o quilo. Na barraca ao lado consegui outro bom negócio para o senhor com a manga e também com o morango. Há possibilidades para o senhor escolher. – relatou o recém promovido funcionário, com menos de um ano de empresa.

O chefe agradeceu e dispensou Joãozinho. Então virou para Hardy e perguntou, ironicamente:

– Sobre o que você estava falando mesmo?

Hardy saiu da sala do chefe quieto e de cabeça baixa.

Como você sabe, em qualquer empresa há dois tipos de funcionários que nenhum chefe gosta de lidar: (1) os que não fazem o que lhes é pedido e (2) os que só fazem os que lhe é pedido. Qual comportamento e configuração mental você prefere adotar?

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