Ressignificando Resiliência

Vou falar de um termo muito em voga nos últimos anos e que, na minha opinião, está sendo mal interpretado: resiliência. Eu conheci este termo na década de 1990 quando estudava engenharia de produção.

ResiliênciaResiliência vem da engenharia de matérias que significa a capacidade de um elemento voltar ao estado inicial depois de ter sofrido alguma “deformação” sob pressão, ou seja, algum estímulo do ambiente externo provocou uma pressão que deformou o elemento, mas ele voltou ao estado inicial. Atualmente, no cenário organizacional, resiliência tem sido utilizado como sinônimo de “resistência”, ignorando uma parte importante do processo. Na prática, quando o funcionário está sob pressão, o conselho é estimular a “resiliência” como se fosse para resistir à pressão e se manter no estado (emocional e produtivo) padrão. Ou seja, não “deforma” e volta ao padrão, simplesmente resiste e se mantem no padrão.

Bem, eu sugiro utilizar “resiliência” como uma transformação, bem mais do que flexibilidade. A provocação é: porque voltar ao que era? Por que não voltar e ser melhor do que era antes? Afinal, provavelmente houve um “aprendizado” nesta “deformação”.

“Tudo que não me mata me fortalece” (Frederich Nietzche)

ResiliênciaPor exemplo: se um galho se quebrar, o senso comum vai afirmar que o galho não é resiliente, porque não “resistiu”.  O galho não é resiliente porque não voltou ao estado original. Um osso humano quando quebrado, vai ser rotulado pelo senso comum de “não-resiliente” pelo mesmo motivo. Entretanto, qualquer ortopedista pode afirmar que, ao ficar paralisado, o osso humano não só volta ao estado original como será muito difícil quebrar o osso no mesmo ponto onde foi quebrado antes. Logo, o osso humano é resiliente sim. Portanto, siga o exemplo de Stphen Covey (autor do best-seller “Os 7 hábitos de pessoas eficazes”):

“Meu destino não dependa das minhas circunstâncias; meu sucesso é fruto das minhas decisões”.

Decida melhor, decida ser mais.

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