Poder Pessoal X Poder Social

Não há pessoas sem recursos, o que existe são estados sem recursos. Esta frase de Anthony Robbins reflete uma etapa importante em como você responde aos estímulos externos e permitem que você proteja sua auto-estima, se blindando de influências negativas. Uma forma de representar estas diferenças está nas pesquisas de psicologia social aplicada que distinguem o poder pessoal do poder social.

anthony-robbins3Poder social é caracterizado pela habilidade de exercer dominância, influenciar ou controlar o comportamento dos outros. Enquanto que poder pessoal é caracterizado pela liberdade da dominância dos outros.

Não é um jogo de soma zero, como a de recursos escassos e limitados do poder social, mas um jogo de ganhos infinitos porque se trata de controle de recursos internos. O grande benefício do poder pessoal é que ele nos torna mais ousados, abertos, otimistas, corajosos, tolerante ao risco e, consequentemente, mais propenso a perceber e tirar vantagem das oportunidades.

Amy CuddyEstas definições estão detalhadas no livro “Presence”, de Amy Cuddy, famosa pela palestra no TED Talks sobre o poder da postura de super-heróis. Eu fiz um paralelo com outras áreas da ciência que estudam relações de poder (como a ciência política e a administração) e encontrei semelhanças de princípios e aplicações.

O poder social, baseado em recursos externos e com instrumento de exercício pela coerção (punições, incentivos financeiros, humilhações, castigos etc) se assemelha ao que Joseph Nye definiu de Hard Power. Em contra partida, o poder pessoal, baseado em recursos internos e capacidade de atração e persuasão, está associado ao chamado Soft Power.

Joseph Nye Ao estudar o paradoxo do poder americano, Joseph Nye argumentou que na política mundial s manifesta atualmente como em um tabuleiro de xadrez tridimensional, onde num deles as peças são as regras militares – onde os EUA imperam, sendo mais fortes do que os dez adversários abaixo dele somados. O segundo tabuleiro segue as regras econômicas, onde os EUA dividem as peças com China e União Européia.

Esses dois tabuleiros são chamados de Hard Power, onde os recursos externos (como tanques, armas e dinheiro) são dominantes. No terceiro tabuleiro, nas relações transnacionais, onde as fronteiras e as regras são mais difusas, não há rei ou rainha – o que ele chama de Soft Power (ou Poder Brando). É neste tabuleiro em que a atração é mais forte e eficiente. O próprio Nye adaptou seus conceitos da esfera de países e governos para o mundo organizacional e as formas de liderança organizacionais.

Como se fosse possível transferir esse contexto para seu dia-a-dia, onde muitas pessoas sofrem com imposições externas, se rendem às crises econômicas e escravizam seu tempo, paixão e alegria a salários e assédios morais, se abatem com críticas e circunstâncias das quais não exercem nenhum controlem, como a dependência de afeto de outras pessoas, por exemplo.

Esse é o cenário do poder social, onde as pessoas se tornam submissas à autoridades de terceiros, quando o mais importante é recuperar sua ousadia, sua alegria, confiança e auto-estima para fortalecer seu poder pessoal, ou como refiro chamar de Personal Soft Power.   

Poder pessoal é a habilidade de controlar seus próprios estados e comportamentos. Como o sobrevivente do holocausto e vencedor do Nobel da Paz, Elie Wiesel, definiu: “poder pessoal é o estado de estar no comando de nossos mais preciosos e autênticos recursos internos”.

A própria Amy Cuddy afirma que com poder pessoal é possível aumenta seu poder social de forma natural e involuntária. Esta é a lógica do Personal Soft Power: em vez de impor sua autoridade, você atrai seguidores a desejarem o que você já tem. E isto se conquista com clareza e autoconhecimento sobre sua autenticidade.

Joe MageeJoe Magee, professor da Universidade de Nova York, atesta que: “poder pessoal é ter confiança para agir baseado nas suas crenças e valores e ter a sensação de que suas ações serão efetivas”. De fato, o poder pessoal nos permite afastar os medos, preocupações e inibições que impedem a conexão com nosso self, nossa alma, nossa melhor versão. Uma versão sem poder sabota nossa capacidade de confiar em nós mesmos.

E se a gente não confia em nós mesmos, não conseguimos construir confiança com os outros. Como disse o co-criador da PNL Richard Bandler: “devemos estar no estado que queremos induzir os outros”, ou seja, se não estamos no estado de confiança, não conseguimos transparecer confiança.

Joe Magee (NYU) e Adam Galinsky (professor da Columbia Business School) afirmam que: “o poder transforma a psicologia individual tanto que uma forma poderosa de pensar e agir leva à retenção e aquisição de poder”. A pesquisa deles mostra que o poder opera em níveis inconscientes. Segundo Amy Cuddy, isso é positivo porque não é necessário usar uma coroa para se sentir com poder…

E você quer saber como você constrói seu poder pessoal? Quais recursos você incluiria? Isso é assunto para o próximo artigo…

Forte abraço e desperte seu Poder Pessoal

PS: eu montei um curso que eu conduzo você no processo de despertar seu Poder Pessoal. O programa se chama Personal Soft Power. Se quiser mais informações, me mande um email: [email protected]

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