Panorama Social

Um dos melhores livros que li nos últimos 10 anos foi “Panorama Social”, do holandês Lucas Derks. É um trabalho inovador de Programação Neurolinguística (PNL) em que promove mudanças na representação mental de nossos relacionamentos sociais, sejam eles familiares, profissionais ou até com nós mesmos.

São várias etapas de transformação. A primeira é identificar qual é a estrutura de representação mental do cliente. Muitas vezes é inconsciente e, quando percebe suas dinâmicas, insights surgem. Consciência é remédio. A partir daí é possível mexer na estrutura de representação deste “panorama” e, como a própria PNL afirma, ao mexer na estrutura, você transforma a experiência. E aqui entram em campo os principais componentes do gerenciamento emocional da PNL: as submodalidades.

Quem realmente pratica programação neurolinguística já conhece os efeitos de alterar tamanho, distância, posição, cor, foco, nitidez e outros elementos de nossa intepretação subjetiva sobre determinados temas e eventos. O mérito de Derks foi organizar um método de experiências sociais em um eixo tridimensional no espaço mental, o que chamou de “Panorama Social”. Como novidade, incorporou uma nova categoria na submodalidade: o nível da posição do “agressor” em relação ao eixo. Não é simplesmente o tamanho da representação, mas a altura do representante num eixo. Na prática: qual é a diferença da altura dos olhos deste representante com relação aos seus? Os olhos estão alinhados ou desnivelados? Esta é uma forma de identificar como a pessoa lida com poder e autoridade, por exemplo.

A forma como personificamos as pessoas dentro do nosso espaço mental está diretamente ligada à forma como nos sentimos e relacionamos com essas pessoas na vida real. A personificação desta representação na sua memória tem muito a informar sobre o relacionamento e o lugar que você destina a esta pessoa nas suas interações sociais. Derks trabalha com visualizações (imagens internas) ou externalizações destas representações mentais. Curiosamente, os desenhos encontrados por Derks dos problemas com Panorama Social são muito semelhantes aos que Bert Hellinger encontrou trabalhando com Constelações Familiares.

Uma forma bem interessante do trabalho de Panorama Social é a auto-estima. Como você representa a si mesmo? Dentro do seu “tabuleiro mental”, onde está representado seu eu? Qual distância de você, qual tamanho, cor, nitidez, altura dos olhos…? Ao alterar elementos da imagem negativa de si mesmo, você acaba influenciando sua percepção de si mesmo, ou seja, sua auto-estima. Afastar a imagem negativa de você; atrair uma imagem mais bem trabalhada, colocar essa imagem de si mesmo olhando na mesma altura dos seus olhos, talvez até um pouco maior… Vá mexendo nesses elementos e perceba a diferença no que você sente. Vale a redundância: uma das regras da PNL é que ao alterar a estrutura, você altera a experiência.

A posição dos pais (ou de alguém com quem você se relaciona socialmente), a percepção pelos olhos desta pessoa (2ª posição perceptual) identificar qual recurso que faltava a esta pessoa que, caso tivesse, iria mudar a forma de transmitir determinada mensagem ou emoção (transferência de recursos), explorar contexto, comportamento, habilidades, crenças e valores em cada representante (níveis neurológicos) e até ancoragem para disparar uma determina emoção para contrabalancear algo que o incomodava.  Esses são exemplos de como diversas técnicas de Programa Neurolinguística são úteis para trabalhar as dinâmicas que surgem a partir de um “desenho”, de uma externalização da interpretação subjetiva de relacionamentos. Panorama Social é uma perfeita combinação de PNL com Constelação.

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“o que é necessário para mudar uma pessoa é mudar sua consciência de si mesma”

(Abraham Maslow)

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